O Preço de Existir: a Conta que o Estado Não Paga
Um exame de rotina, uma conta de R$ 3.000,00 e uma constatação amarga: no Brasil, a saúde é um artigo de luxo e o Estado é uma promessa vazia. Você está preparado para o dia em que o sistema falhar com você?
O que vou contar pode parecer comum, mas é o relato real (vivido por mim) de um sistema que nos cobra caro apenas pelo direito de viver. Recentemente, acompanhei meu pai em um exame de urgência. Ele sentia fortes dores abdominais e precisava de uma endoscopia para investigar um possível melena (sangue nas fezes devido a sangramento no trato gástrico). Como o sistema público não era uma opção viável para o tempo que tínhamos, tivemos que recorrer a uma das melhores redes hospitalares do Rio de Janeiro.
Meus pais não possuem plano de saúde, pois o valor das mensalidades hoje em dia é impraticável para muitos de nossos "veinhos". Por isso, todos os custos saíram do nosso bolso. Pela idade e dificuldade de movimento do meu pai, a médica indicou na solicitação que ele ficasse em um quarto.
Após o habitual atraso no atendimento, o exame foi feito e, felizmente, nada de grave foi encontrado. O choque real veio na hora de pagar. A conta final chegou a quase R$ 3.000,00. O detalhe que revolta? Enquanto o exame custou R$ 600,00 e a anestesia R$ 500,00, o hospital cobrou quase R$ 1.900,00 de "internação". E o que essa internação caríssima entregou? Uma maca para ele deitar enquanto a anestesia fazia efeito e um "lanche" composto por um suco de caixinha e alguns biscoitos. Nada mais.
Enquanto pagávamos, uma pergunta inquietante não parava de martelar na minha cabeça: e o brasileiro comum? Como um trabalhador que vive com um salário mínimo consegue, do dia para a noite, tirar três mil reais para um único exame?
A resposta é cruel: quem não tem esse dinheiro é empurrado para o descaso das filas intermináveis do SUS, assistindo à própria saúde (ou a de quem ama) desaparecer enquanto aguarda uma senha que pode nunca chegar. Quantas histórias já vimos de pessoas que tiverem seus quadros extremamente deteriorados por conta de espera ou até mesmo erros médicos?
E o revoltante é perceber que o problema não é falta de verba no governo: dinheiro tem de sobra. O que falta é vergonha na cara de políticos que fazem propaganda do sistema público para ganhar voto, mas correm para o luxo de hospitais como o Sírio-Libanês (que pode cobrar mais de R$ 15.000,00 pela diária da internação) ao menor sinal de febre. E sabemos bem quem paga essa conta. Eles defendem para você o sistema que eles mesmos evitam a qualquer custo.
Agora, vamos sair da minha história e olhar para a sua. Se o telefone tocar amanhã com uma emergência familiar, você terá fôlego financeiro para resolver o problema ou vai entrar em desespero? A verdade é desconfortável, mas precisa ser dita: você está por conta própria. O Estado, que deveria ser o seu amparo, na hora do aperto será apenas uma burocracia lenta ou o vazio da inexistência.
Não espere o sistema falhar para descobrir que você não tem um plano B. Planejamento não é sobre riqueza, é sobre autonomia e sobrevivência. Guardar dinheiro para emergências e para o futuro é a única forma de garantir que, quando o imprevisto bater à sua porta, você terá a chave para abrir a saída, e não uma dívida para o resto da vida. O futuro não avisa quando vai chegar: e se ele te encontrar despreparado, o preço será muito maior do que qualquer conta de hospital.
A boa notícia é que você não precisa de um curso de economia para começar a se proteger. Hoje, a internet está cheia de informações acessíveis que ensinam desde montar sua primeira reserva até como investir para o futuro de forma simples. O conhecimento que antes era restrito a poucos agora está ao alcance de um clique. O que falta, muitas vezes, é apenas o primeiro passo. Se você não sabe por onde começar ou se sente perdido no meio de tantos dados, eu posso te ajudar a organizar essas ideias, da mesma forma que fiz para garantir a segurança da minha família. Mande um e-mail para contato@beige-armadillo-757014.hostingersite.com ou preencha nosso formulário.
Não deixe para depois o que você precisa fazer hoje.